Olá,queridos leitores,Fox aqui.Bom amanhã (in)felizmente começa as minhas aulas....Portanto,não terei mais tanto tempo para postar aqui no blog,que,graças a vocês,leitores,está crescendo.então,para fechar o post,já coloco uma creepypasta de bônus pra vocês não ficarem bravos comigo:
Vulto
Quando você está sozinho num lugar durante a noite, tudo parece mais assustador. Você parece enxergar os detalhes com mais clareza, fica mais alerta e, consequentemente, mais propenso a levar uns sustos.
Quando você está propenso a levar sustos, você começa a enxergar formas e vultos onde geralmente não há nada além de sombras.
Eu havia começado a trabalhar num grande projeto para um novo jogo, então era sempre o último a sair do escritório e precisava deixar o computador ligado a noite toda por causa dos arquivos pesados que eu precisava baixar e converter. Eram 3 da manhã quando terminei o primeiro longo dia de trabalho, larguei o computador ligado e apaguei as luzes. Olhei ao redor para ver se estava tudo em ordem e o susto que tomei me fez acender as luzes de novo num salto. A luz da tela do computador refletia numa estante com várias pastas, livros e CDs. Essa minha propensão a me assustar por causa da solidão, do horário, do silêncio e da escuridão fez com que eu, na minha cabeça, ajustasse as sombras das coisas na estante e o reflexo da luz no formato de um ser humano distorcido e ameaçador, com olhos brilhantes e de tamanhos desiguais.
Com as luzes acesas, aproximei-me da estante e ri de mim mesmo, concluindo todos os objetos que haviam formado a assustadora sombra. Ainda assim, senti medo ao apagar as luzes, tanto que deixei o local olhando fixamente para os pés.
Depois de um tempo acabei me acostumando com a assustadora companhia imaginária. Continuava sem coragem de fitar as sombras formadas por muito tempo. Quanto mais eu olhava, mas nítida a imagem na minha cabeça ficava. Decidi que era uma mulher por causa da finura do corpo, uma mulher muito magra. As sombras onde deveriam ficar seus braços e pernas eram desiguais, de forma que ela parecia estar de pé, mas inteiramente quebrada, toda retorcida e com a cabeça pendida pro lado. O reflexo das luzes nos livros davam a forma do seu cabelo longo e desgrenhado. A luz da tela nas capas dos CDs ao lado formavam seus dois olhos estranhos e brilhantes.
Diverti-me com minha própria imaginação fértil e, depois de um tempo, acabei até fazendo um esboço da criatura que eu tinha imaginado, quem sabe para colocar num novo jogo assustador. Devo admitir, a criatura era medonha e eu fiquei aliviado por ser apenas fruto da minha imaginação.
Depois de três meses sorri aliviado e vitorioso depois de ter terminado o projeto e transferido tudo pra um pen drive. Missão cumprida, eu e o computador finalmente teríamos um descanso. Desliguei-o pela primeira vez desde que comecei a trabalhar naquilo, peguei minhas chaves e apaguei as luzes. Sem mais vultos para temer, olhei ao redor para ver se tudo estava em ordem.
Na frente da estante, ao lado do computador desligado, dois olhos brilhantes e de tamanhos desiguais piscaram para mim e eu pude ouvir o som de ossos quebrados estralando enquanto o vulto que me observara por três meses se movia na minha direção.
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